Wall E
30 Junho, 2008Chega aos cinemas mais uma animação dos estúdios Pixar, inovando em muitos aspectos. Com uma mensagem não verbal (praticamente não há diálogos no início), Wall E executa sua solitária missão: Limpar a terra, devastada há 700 anos.
Os humanos que causaram tamanho impacto, notando a terra e seu cenário inóspito, partem em massa para fora do planeta, onde passam a coabitar a grande nave Axion (uma espécie de resort espacial).
A corporação BNL, além de trasportar e garantir a estadia dos humanos, se responsabilizam “pela limpeza da terra”, onde os robôs da série Wall E trabalham incessantemente, restando apenas um Wall E em atividade.
A nave (totalmente automatizada), envia á terra robôs para analisar a terra e averiguar se há indícios de vida no planeta.
Este envio é periódico e por não obter sucesso, passam-se 700 anos desde a partida de humanos do planeta Terra.
Ao passo que os tripulantes da Axion, tornam-se cada vez mais obesos em suas cadeiras motorizadas, não mais percebem o universo ao seu redor, centram-se em seus encontros holográficos (mesmo que estejam ao lado do interlocutor), enquanto toma seus sucos como fonte nutricional.
Não há mais animais, nem se alimentam dos insumos destes. Não é exibido o destino dos mesmos, mas certamente neste cenário é evidenciado o egoísmo humano e seu antropocentrismo exacerbado.
O filme é um alerta a sociedade alienada, consumista e descompromissada com tudo que (aparentemente) não lhe traga benefício imediato.
Contêm ainda claras referências ao clássico 2001 Uma Odisséia no Espaço e o imortal Hall 9000.
A classificação etária é livre para todos os públicos, garantindo entretenimento e reflexão a todos.
Escrito por envirotools